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Desenvolvimento de Software

Como Montar um Squad de Tecnologia Ágil em 7 Passos Práticos

Leany Team  ·  12 de novembro de 2025  ·  7 min de leitura

Como Montar um Squad de Tecnologia Ágil em 7 Passos Práticos

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi aquela pergunta clássica: “Como criar um squad ágil de verdade que entrega valor rápido?”. Admito, nem sempre foi uma resposta fácil. No início, tudo parece apenas uma questão de juntar desenvolvedores e um Product Owner na mesma sala. Depois, a vida mostra que squad ágil vai muito além dos rituais. Precisa de contexto, prática e confiança, exatamente o que vi acontecer na Leany em projetos no Brasil, Portugal e EUA. Hoje, quero mostrar o caminho realista, com nuances, para você montar um squad eficiente de tecnologia, sem perder a essência do ágil. E sim, com base em erros, acertos e muitos aprendizados.

Equipe de tecnologia sentada em círculo em uma sala moderna, discutindo ideia em um quadro branco O que define um squad ágil, na prática?

Essa pergunta acompanha todo gestor moderno. Em vez de fórmulas mágicas, eu prefiro lembrar dos três pilares que realmente fazem diferença: autonomia, multidisciplinaridade e foco em entrega contínua. Vi isso acontecer em cada novo squad da Leany: só quando esses três fatores aparecem juntos é que os resultados fogem daquela linha morna das equipes tradicionais.

Squads que entregam só porque alguém ficou “em cima” entregam pouco valor real.

Agora, te conduzo pelos passos que costumo seguir e recomendar, com base tanto nos cases que lotaram quase 80 squads em ambientes públicos quanto nos processos internos que já vivenciei de perto.

1. Entenda o desafio, contexto e expectativas

Antes de sair organizando nomes e cargos, sempre tento absorver o máximo sobre a realidade do problema, cenários e objetivos estratégicos esperados. Isso evita cair nas armadilhas de squads “genéricos”. Aqui na Leany, cada início de projeto envolve mapear dores específicas do cliente e alinhar a visão com as lideranças.

  • Quais problemas precisam ser mesmo resolvidos?
  • Qual impacto a área de negócio espera?
  • Quais restrições e riscos estão no horizonte?

Se possível, converse pessoalmente com usuários ou stakeholders. Isso dá uma clareza que documentação jamais entrega sozinha.

2. Monte um time realmente multidisciplinar

Muita gente enrola nesse ponto. Squad, pra mim, só faz sentido quando une competências variadas e não só técnicos iguais. Os melhores squads que vi tinham ao menos:

  • Developers back-end e front-end
  • Pessoa de UX/UI
  • Product Owner
  • Scrum Master (ou agilista)
  • Membro com visão de negócio, pode ser do marketing, atendimento ou operações

Segundo dados do Instituto Federal de São Paulo, a inclusão de áreas diversas no squad trouxe mais alinhamento e ganhos reais no ciclo de desenvolvimento.

3. Defina papéis e responsabilidades claras

De nada adianta ter um time incrível se cada pessoa não sabe onde começa e termina sua atuação. Já vi squads afundando em reuniões eternas só porque o Product Owner e o Scrum Master disputavam liderança. No squad ágil, papéis claros encurtam discussões irrelevantes e focam a energia no que realmente importa.

Eu costumo documentar, nem que seja de forma bem simples, quem é responsável pelo quê e como as decisões chegam no time. Transparência aqui soluciona conflitos futuros.

4. Estabeleça métodos ágeis e rituais enxutos

Vejo muita gente fetichizando Scrum ou Kanban, como se fossem receitas engessadas. Minha experiência diz: adapte! Rituais como daily, planning, review e retrospectiva funcionam quando têm propósito, não só para “cumprir tabela”.

  • Daily: rápida e objetiva, só com pontos bloqueadores.
  • Planning: foca em metas realistas. Nada de planejamento ‘mirabolante’.
  • Retrospectiva: precisa mesmo trazer lições e ações concretas.

A produtividade real aparece quando os rituais cabem no contexto da equipe. Aliás, pesquisas da Universidade Federal do Paraná (saiba mais aqui) mostraram que time que só copia o método sem adaptação sofre resistência e não engaja. Capacitação é chave, em especial em squads novatos.

5. Crie indicadores de entrega e aprendizado

Não há como fugir: medir é preciso, mas exagerar nos KPIs bagunça a autonomia. Sempre acho mais sensato escolher poucos indicadores objetivos, alinhados ao negócio, do que tentar acompanhar tudo ao mesmo tempo.

O que não se mede, vira ruído.

Exemplo de métricas que costumo adotar:

  • Ciclo de entrega (lead time)
  • Tarefas entregues versus planejadas
  • Satisfação do usuário (feedbacks)
  • Nível de impedimentos/bloqueios

Mais detalhes sobre métricas e resultados, inclusive em ambientes diversos (educação, saúde, varejo), você encontra nos cases reais já apresentados pela Leany.

6. Dê autonomia real ao squad

Esse item parece simples, mas é um dos mais difíceis. Autonomia não significa “cada um faz o que quer”. Trata-se de permitir decisões locais sobre backlog, priorização e testes, com espaço até para erros controlados e aprendizado.

  • O Product Owner decide o que é prioridade junto ao negócio.
  • O time define como executa e sugere melhorias.
  • Lideranças apoiam, mas não microgerenciam.

Na Leany, squads com autonomia conseguiram respostas rápidas frente a mudanças inesperadas dos clientes nacionais e internacionais. Isso só ficou claro quando a liderança realmente passou confiança ao time.

7. Promova aprendizado contínuo e feedbacks sinceros

Aqui está, talvez, o segredo mais ignorado. Ajudo muitos times a evoluírem só de abrir canais de feedback sinceros e rápidos. Quando feedback virou um ritual “de verdade”, inclusive entre times e clientes —, notei um salto na qualidade (não só na velocidade).

Tento sempre incluir, mensalmente, um momento de aprendizado coletivo: pode ser um review técnico, uma análise de erros recentes, ou reflexão sobre novas tecnologias. Exemplos práticos disso estão em projetos que a Leany já executou e compartilha no seu repertório de soluções digitais customizadas.

Equipe ágil reunida em sala de reunião moderna fazendo sessão de feedback Para quem tudo isso faz sentido?

Há contextos em que squads ágeis transformam não só empresas de tecnologia, mas organismos públicos, escolas e até pequenas empresas familiares. O ponto mais sensível, acredite, é saber quando a flexibilidade do modelo faz sentido para o negócio e se os líderes realmente estão dispostos a abrir mão do comando tradicional. O case institucional da Prodemge mostra isso: mais de 600 pessoas em squads, premiadas pela cultura ágil, provando que não é preciso ser “startup” para colher resultados.

Quais barreiras você vai encontrar (e como superar)?

Em minha trajetória, percebi que quase todo squad enfrenta no começo:

  • Resistência à mudança (do time, líderes, áreas “externas”)
  • Dificuldade em se adaptar a novas ferramentas
  • Ruído sobre responsabilidades

Segundo pesquisas da UFPR, o pesadelo maior é a comunicação ruim: é ela que derruba confiança e engajamento. Por isso, sempre recomendo investir em integração e capacitação dos squads, faz parte da jornada dos squads de sucesso, como observei na Leany.

Quer apoio para estruturar squads sob medida?

Montar um squad ágil não é um conjunto de passos mágicos, mas um processo vivo, adaptável. Na Leany, ajudei a desenhar squads que atendem desde app mobile a integrações complexas de sistemas legados. Se você acredita que chegou a hora de amadurecer a sua equipe, vale visitar a página de setores atendidos para ver como diferentes segmentos podem aplicar squads (acesse em setores atendidos). E, para uma jornada preparada em LGPD e proteção de dados, entenda também o apoio jurídico-tecnológico da LeanyLaw. Conheça mais sobre a nossa trajetória e cultura acessando nossa seção sobre a Leany. O futuro pede times bem preparados, e a mudança começa agora. Que tal conversar com quem já viveu tudo isso?

Perguntas frequentes sobre squads ágeis

O que é um squad de tecnologia ágil?

Squad ágil é uma equipe pequena, multidisciplinar, com autonomia para planejar e entregar soluções tecnológicas em ciclos curtos. Essas equipes reúnem profissionais de desenvolvimento, negócio, UX/UI e outros papéis necessários, focando em resolver problemas específicos do jeito mais direto possível.

Como montar um squad do zero?

O primeiro passo sempre é entender a demanda/objetivo do projeto. Depois, reúna profissionais com perfis e papéis diversos (negócio, design, tecnologia), escolha uma liderança de produto, defina métodos ágeis, estruture rituais enxutos, alinhe métricas e foque em dar autonomia. Na prática, comece pequeno, vá ajustando papéis e aumente a complexidade conforme ganha maturidade.

Quantas pessoas devo ter no squad?

Recomendo times de 5 a 9 pessoas, isso garante comunicação direta, agilidade e alinhamento. Times maiores tendem a fragmentar a comunicação e perder velocidade na tomada de decisão. Já squads muito pequenos podem sobrecarregar os membros.

Quais são os principais papéis no squad?

Os papéis mais frequentes são: Product Owner (representa o negócio), Scrum Master ou agilista (apoio metodológico), desenvolvedores (back-end/front-end), UX/UI Designer, alguém de QA/teste e, em alguns casos, especialistas do negócio. A combinação exata varia conforme o desafio e contexto do projeto.

Vale a pena adotar squads ágeis?

Sim, na maioria dos contextos modernos vale. Squads aumentam resposta rápida, alinhamento ao negócio e satisfação das equipes, como mostram diversos estudos de implementação ágil. Mas é preciso fazer bem feito: definir propósito, investir em comunicação e ajustar métodos ao contexto. Se a organização está pronta para rever processos, o retorno costuma aparecer em eficiência e engajamento.